Consegue distinguir o seu “EU” dos vários papeis na sua vida?

Logo que nascemos recebemos os nossos primeiros papéis dentro da família, somos filhos, netos, sobrinhos, primos de alguém. À medida que vamos crescendo e passando pelas várias etapas da nossa vida, os nossos papéis vão aumentando e passamos a ser amigos, namorados e ao chegar à fase adulta, adquirimos o nosso papel profissional (sou médico, professor, administrativo, mecânico,etc) em alguns acresce ainda o papel de pai, mãe, esposa, marido, avô, avó,etc.
É normal  assumirmos vários papeis, ao longo da nossa vida, porém os papéis que desempenhamos não representam quem nós somos na essência. Às vezes “colamo-nos” a um determinado papel porque este nos dá confiança, quando o assumimos. Temos clareza daquilo que os outros esperam de nós. Dentro desses papéis sabemos que temos certas funções a cumprir, temos uma espécie de “guião” que sabemos de cor. Esse “guião”, é influenciado pela família, pelo meio envolvente, pela educação, pela sociedade e pelas crenças pessoais. 
Na minha atividade como Coach de Liderança, tenho vindo a aperceber-me que algumas pessoas ficam “coladas” aos papeis que assumem, por uma questão de fuga do seu “EU” interior, é como se não existissem sem os papeis que assumem. Lembro-me de um recente cliente, líder de equipas, que nas primeiras sessões que fizemos de Coaching, me dizia que quando estava fora da empresa se sentia “vazio”, com uma sensação de “não ser”, de “não pertencer”…
O papel que assumimos, seja qual for, não nos define – “O papel não é aquilo que somos” – você não é o diretor comercial da empresa X! Você não é o pai da menina y!
A pergunta que deve fazer é: “Quem é você, fora do papel que representa diariamente”?
A resposta deve refletir sobre o “SER”, aquilo que é, aquilo que sente, aquilo que quer, aquilo que gosta ou não gosta, esse será o seu “EU”, é o que irá definir a sua identidade. 
Outro exemplo, é o de uma mãe que se sentiu completamente perdida quando os filhos cresceram e saíram de casa. Esta mãe associou de tal maneira o papel de mãe à sua identidade, que se esqueceu de quem era, na sua verdadeira essência. Quando esse papel chega ao fim, causa angústia, vazio…, a sensação é de que a a identidade foi perdida,  pois esta estava “colada” ao papel de mãe. O mesmo se passa com as pessoas que não conseguem distanciar o papel que exercem como profissional da sua própria identidade como “SER” único que é.  Tal como um actor que representa uma personagem no palco do teatro ou num filme, depois do descer do pano, quando a termina, ou as filmagens terminam, não consegue despir-se da personagem que representa, sente-se inseguro, angustiado.
Os vários papéis que desempenhamos na vida, são importantes, devem ser desempenhados com equilíbrio e até nos dão referências, mas nunca definem a nossa identidade com um TODO

Vale a pena fazermos uma reflexão, por desafio-o a refletir sobre quem é na verdade, quando não está a desempenhar um papel? Como estão os seus níveis de auto-estima e autoconfiança quando não está a desempenhar algum papel? E como estão, quando os desempenha


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